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Análise – Fullmetal Alchemist Live Action

Vivemos em uma era cinematográfica com overdose de filmes de heróis, e os animes começam a querer embalar nessa onda com seus Live Actions.

Depois de diversas experiências frustrantes como Death Note e Dragon Ball Evolution, a Netflix e a Warner voltam a se aventurar em Fullmetal Alchemist. E qual foi o resultado dessa vez?

É isso que vamos avaliar hoje.

Fullmetal Alchemist

 

Fidelidade ao anime de Fullmetal Alchemist

Uma das coisas que mais preocupa os fãs dos animes é a fidelidade do filme ao mangá ou anime inspirado.

Como já falei antes, Death Note e DB Evolution foram filmes horríveis. Dos animes, eles só levaram o nome. Em nenhum momento o roteiro ou a caracterização dos personagens se assemelharam à história original.

E é aí que Fullmetal Alchemist já começa a ganhar pontos.

O Live Action não teve vergonha de simplesmente fazer cosplays dos personagens. O figurino e a aparência física dos personagens foi alvo de grande preocupação. Sendo alguns poucos personagens, como a Winry por exemplo, que decepcionaram um pouco na questão da aparência (PQP gente, era só fazer a mina loira, qual a dificuldade disso?).

Outra questão que sempre preocupa é o roteiro. Quando a história passa de uma mídia para outra, nesse caso de anime para filme, nada mais natural que o roteiro seja adaptado. Ou seja, sempre haverá diferenças entre uma história adaptada e a original.

Mas uma coisa é adaptar e outra coisa é fazer uma mudança total. Não dá pra adaptar sem respeitar em nada o roteiro original, como nos dois fracassos já citados.

E aí vai outro ponto pra FMA. Cortaram algumas partes que não alterariam tão significativamente o rumo da história, mudaram a ordem de algumas coisas, tiraram alguns personagens (ou talvez deixaram para introduzir eles talvez no próximo filme), mas mantiveram a essência da história. Dois irmãos que tentaram reviver a mãe usando alquimia e que, além de não conseguirem, perderam membros do corpo e agora estão atrás de recuperar o prejuízo.

Também fiquei feliz que não tentaram colocar uma história longa e densa como é Fullmetal Alchemist dentro de apenas um filme de 2 horas. Haverá continuação, ao que tudo indica, no mínimo mais dois filmes.

Duas coisas que eu achei ruins no roteiro foram: a importância excessiva dada ao Shou Tucker e a falta do Scar. Este segundo obrigatoriamente tem que aparecer nas continuações.

 

Atuação e efeitos especiais: os pecados do Live Action de Fullmetal Alchemist

Até agora destaquei os pontos positivos do filme, e talvez e você esteja achando que fiquei totalmente satisfeito com Fullmetal Alchemist. Mas infelizmente não foi esse o caso.

Em sua ânsia de reproduzir o anime fielmente, o filme peca em alguns exageros. É nítida a tentativa de reproduzir algumas expressões que são cômicas ou tocantes no anime, mas que para um filme com pessoas reais fica muito forçado. Quando comentei que ficou legal eles não terem medo de fazer cosplay nos personagens isso é realmente bom, mas não é legal que a atuação seja de um cosplayer fazendo caras e bocas em um evento otaku.

A atuação em geral é bem fraca, com exceção a alguns personagens, como o Hughes e a Lust. Outra exceção é também a cena em que o Alphonse e o Edward brigam. Essa foi uma das únicas cenas em que conseguimos ter a profundidade e carga emotiva semelhantes ao anime.

Os efeitos especiais são bem tosquinhos também. Parecem coisas de filme de produtora pequena. Será que a Netflix e a Warner não poderiam ter investido numa coisa melhor? Ou é tão difícil assim adaptar uma cena de desenho para os efeitos especiais?

O ponto mais desagradável dos efeitos foi o exército de bonecos transmutados. Parecia que eu estava olhando Monstros S.A.

 

Conclusão

O Live Action de Fullmetal Alchemist tem um figurino e caracterização bem bacanas. O roteiro, apesar de ter algumas discrepâncias que incomodam um pouco, é uma adaptação bastante aceitável. Ainda mais se compararmos a Live Actions anteriores.

Mesmo assim, a atuação fraca e os efeitos amadores não me permitem achar que Fullmetal Alchemist foi um grande filme. Apesar de todos os esforços e de em alguns momentos trazer cenas tocantes e profundas, o filme ainda fracassa se comparado a toda filosofia, emoção, profundidade e arrebatamento do espectador que o anime alcança. O Live Action realmente não chega nem perto.

Ainda assim, para os fãs, acho que vale a pena olhar para matar a curiosidade. Quem sabe nas continuações eles corrijam esses erros e tenhamos uma evolução?

Se fosse para dar uma nota, eu diria que é 4,5/10.

Por enquanto a trilogia de Samurai X segue solitária na minha lista de animes bem adaptados para Live Action.

 

Ah, quase ia esquecendo de me apresentar

Eu sou o Charles. Essa é minha primeira participação nessa parceria com o Guerras Nérdicas Secretas e eu estou muito feliz.

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